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PERÍODO MENSTRUAL E PERFORMANCE

Boa parte das esportistas, amadora ou não, costuma receber uma planilha mensal de treinos. Quatro semanas. Mas, para algumas dessas mulheres, são apenas três, já que em alguns dias do mês o rendimento cai drasticamente. Isso porque elas estão sujeitas a alterações hormonais ao longo do mês que, independentemente da nossa vontade, mexem com nossa disposição e resistência para os esportes.

Reclamar não leva a nada, então o negócio é tentar entender como nosso corpo funciona para adequar os treinos às mudanças fisiológicas e render o máximo (possível) no esporte. “O ciclo menstrual dura, em média, 28 dias e é composto pela fase folicular – que vai do 1º ao 14º dia e tem como hormônio predominante o estrogênio – e a lútea, do 15º ao 28º dia, quando não há fecundação e ocorre a TPM e o sangramento. Nesse último caso, a progesterona entra em ação”, afirma o endocrinologista da CareClub Ronaldo Arkader.

O mais importante para quem pratica esporte é entender que a primeira fase é a mais propícia ao desempenho. Isso porque o estrogênio é o hormônio da força e do desempenho. E, em contrapartida, a progesterona é a culpada pelo inchaço, dores e falta de disposição. Se na fase pré-menstrual os principais desconfortos costumam ser a cólica e a retenção de líquidos, durante a menstruação o cansaço pode dar as caras.

“A mulher que pratica esporte deve monitorar seu ciclo menstrual e prestar atenção às mudanças no físico e no emocional. Com o tempo, ela deve notar certos padrões e conhecer os melhores e os piores dias para treino”, afirma Ronaldo. Considerando que os níveis de testosterona sobem nos dias que antecedem a ovulação, pode ser uma boa tática planejar os treinos de força mais intensos para esse período do ciclo menstrual.

Cada atleta tem suas peculiaridades e responde de forma diferente a planilhas semelhantes. Por isso, é fundamental uma comunicação franca e constante com o treinador. “Ele pode fazer modificações em tempo real das sessões de treinamento de acordo com o feedback da atleta, podendo reduzir o volume e/ou a intensidade da atividade ou até propor um descanso”, explica Ronaldo.

Em alguns casos, as atletas, especialmente as profissionais, passam a aderir a métodos contraceptivos para melhorar o desempenho. Eles podem reduzir as cólicas menstruais e até modular o ciclo menstrual de acordo com o calendário de competições (é possível, por exemplo, estender o uso da pílula para adiar a menstruação). Mas não podemos esquecer os possíveis efeitos colaterais desses medicamentos, que incluem ganho de peso, enjoo, inchaço e até mesmo queda de rendimento.

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