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Nutrição no Futebol

por Larissa Marfori, nutricionista da Care Club

O futebol é um esporte global em constante evolução, principalmente em termos técnicos e físicos, sendo a nutrição um pilar importante para que ambos se desempenhem eficientemente. Nessa modalidade, os atletas amadores diferem dos atletas de alto rendimento apenas nos objetivos, onde o primeiro busca o lazer já o outro é a sua profissão. Entretanto, ambos devem entender que o alimento é a base para a qualidade no desempenho e proteção contra lesões. Logo, o papel do nutricionista é de extrema importância para orientar a alimentação adequada para os jogadores de futebol.

Existem três situações que devem ser consideradas nas estratégias nutricionais dos praticantes de futebol:

1) Alimentação para os dias de partidas de futebol
Os jogadores durante uma partida de futebol executam atividades de moderada a alta intensidade e, já é sabido pela literatura, que o carboidrato é o principal nutriente fornecedor de energia para esse perfil de exercício. Logo, segundo as recomendações, seria ideal um aumento do consumo de seus alimentos fontes em 24 a 72h antecedentes ao evento para que seus estoques na forma de glicogênio hepático e muscular sejam reabastecidos e suficientes para suprir as necessidades da partida.
Outro fator importante a se considerar durante o jogo de futebol é a hidratação, pois está diretamente relacionada ao rendimento. Os eletrólitos são importantes para manter o equilíbrio hidroeletrolítico e suas perdas ocorrem quando há aumento na taxa de sudorese. Portanto, o jogador deve iniciar uma partida hidratado através da reposição eletrolítica por bebidas isotônicas 24h e 2 – 4h antes do evento.

2) Alimentação para os dias de treinamento
A carga e volume de treino para um jogado de elite é bem maior que a do jogador amador, entretanto, ambos devem se atentar em otimizar e tornar eficiente a recuperação muscular após cada sessão de treino.
As proteínas são o “nutriente chave” para a recuperação das estruturas musculares, podendo ser oferecidas quantidades maiores que as recomendadas para a população geral. Estudos mostram que a ingestão de 150 a 200g de proteína por dia distribuídas em três a quatro refeições tornam eficiente a recuperação dos músculos, além disso, a qualidade delas também pode impactar nos resultados, pois as que apresentam maior concentração de aminoácido leucina parecem ser mais eficazes.

3) Composição corporal
O excesso de gordura corporal pode afetar a relação potência x peso de um jogador de futebol, sua capacidade de aceleração e gasto calórico total.
Para atletas amadores, estar dentro do peso ideal e porcentagem de gordura adequados beneficiam a saúde porque os colocam em menos risco de lesões. Já em atletas de alto rendimento, a composição corporal depende da fase do treinamento e se há ou não lesão, pois tais cenários vão afetar diretamente a performance do atleta.
Desta forma, o planejamento nutricional precisa ser estratégico independente se o jogador de futebol tem objetivos recreativo ou fins profissionais, deverá respeitar as individualidades e cada fase de treinamento assim como suas necessidades e preferências.


REFERÊNCIAS: Collins J, et al. Br J Sports Med 2021.

Larissa Marfori é nutricionista da Care Club São Paulo/SP

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