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A CADÊNCIA CERTA TURBINA A PERFORMANCE NA CORRIDA?

O corredor está sempre atrás de novas ferramentas para ir mais rápido ou mais longe. Se você treina há algum tempo, já deve ter ouvido falar da cadência, ou seja, número de passos por minuto. E também que ela deve ser alta para você acelerar de verdade. Talvez até já tenha o número: acima de 180 ppm (passos por minuto). Mas você sabe por que ela nos faz correr melhor?

            De acordo com Renan Malvestio, fisioterapeuta da CareClub especializada em reeducação funcional, para respondermos a essa pergunta, precisamos primeiro entender qual é o objetivo do movimento da corrida. E a resposta é: deslocar o corpo em velocidade à frente.

“Para nos deslocarmos à frente precisamos de duas ações básicas: sustentar o nosso corpo contra a gravidade (do contrário afundamos antes de percorrer o primeiro metro) e empurrar o chão para trás para que essa força nos projete à frente. Essas duas ações precisam do contato do pé com o chão. Isso significa que quando estamos sem nenhum dos pés no chão (ou seja, na fase aérea da corrida) não estamos gerando propulsão à frente”, ele explica. Enquanto não temos contato com o chão, estamos descendo. E ficar descendo para depois ter que subir e assim por diante coloca um obstáculo ao objetivo final: ir o máximo possível para a frente.

Assim, uma corrida com baixa cadência faz com que o pé demore mais a voltar para o chão. “Isso vai gerar mais deslocamento vertical – para cima e para baixo, como se fossem saltos – e mais desaceleração entre cada propulsão”, afirma Renan. Ao aumentarmos a cadência, empurramos mais vezes o chão para trás sem frear demais entre um empurrão e outro.

Um problema comum entre os corredores que tentam fazer essa correção é a dificuldade de controlar a velocidade. E aí vem a sensação de que a cadência maior gera mais cansaço. “Cansa porque o movimento não está natural e a velocidade subiu muito – e portanto, em uma fase de maior atenção e rigidez, acaba gastando mais energia. Por isso, precisamos aprender a colocar menos intensidade nos passos. Ou seja, já que estamos empurrando mais vezes, não precisamos empurrar tanto a cada vez. Assim, o gasto energético se equilibra e os passos vão reduzir de tamanho”, afirma Renan.

A corrida ideal tem maior cadência, mas uma cadência maior não garante a corrida ideal. “Existem mais coisas nesse movimento que devem acontecer para que ele tenha o formato correto e seja mais eficiente e seguro contra lesões”, explica Renan. Um bom primeiro passo seria uma avaliação com um bom fisioterapeuta, especialista em gesto motor. Na CareClub, há uma equipe a sua disposição!

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